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Entrevista com Rodrigo Bolton: Celulares e aplicações financeiras
02/07/2008
O Entrevistado do dia 2 de julho de 2008 do programa newTV foi Rodrigo Bolton, Gerente de Inovações e Novos Negócios da Agência Estado.


Para assistir a entrevista na íntegra acesse:
http://megaplayer.ig.com.br/home.aspx?autoplay=true&contentid=128050



Trnscrição da entrevista de Rodrigo Bolton para Marcelo Godoy.

Rodrigo Bolton é gerente de produtos e mercados da Agência Estado, especialista em tecnologia da informação e criador de softwares de sistemas de acompanhamento de ações através do celular. Hoje fala ao newTV sobre mobilidade e mercado financeiro. A importância da informação em tempo real nas aplicações financeiras e como os smartphones podem ser cruciais na hora de fechar um negócio de forma rápida de qualquer lugar do mundo. “Quando a gente fala em mercado financeiro, o tempo está sempre contra a gente. Então ter a informação e tomar a decisão rápida conta muito.”


 

Para Bolton, obter informações em tempo real pelo celular pode adiar ou confirmar uma decisão importante, como o financiamento de um bem ou a compra de um carro. E arrisca que, diante dos dados do IDC que apontam um crescimento no uso de tecnologia móvel no Brasil, uma evolução nesse mercado está a caminho. “Claro, a gente vai crescer, não tenha dúvida.”


 

 

newTV

newTV - Como juntar essas duas coisas, mercado financeiro e celular?

 

 

Rodrigo Bolton - Inicialmente nada melhor do que falar como foi a evolução desse mercado. A Agência Estado, acabou conhecendo como funcionava o tempo real, transformou a parte de conteúdo online e, vendo essa mudança de critérios e do mercado nacional, a necessidade de informações profissionais – porque até então só tinham números, não tinha nada que fosse escrito. Ela acabou avançando mais ou menos em 2005, a gente foi até lá fora, via essa mudança também, ou seja, informações em tempo real, números, gráficos, textos específicos e isso mudando de um terminal para um celular. Mais especificamente de um terminal para um blackberry. E aí eu disse: “Uau, tem mudança nesse mercado”. As pessoas deixaram de ficar na frente do computador, deixaram de ter só o anseio de ter a informação em tempo real, de ter notícia em tempo real, de ter gráficos dos mais diversos possíveis e começou a se mover. Com essa mudança de conceito – os americanos realmente lançam muita tendência – por que não testar no Brasil? Em 2006 a gente criou a primeira ferramenta chamada iMóvel Blackberry que se propunha a fazer isso, o que tinha em terminal começava a ter em blackberry. Se era em tempo real no terminal, começava a ter em tempo real também em blackberry.

 

 

 

newTV - E o que significava isso na prática, para o usuário final que tinha o blackberry? Eram poucos?

 

newTV - E o que significava isso na prática, para o usuário final que tinha o blackberry? Eram poucos?

 

Bolton - Eram poucos. No início de 2006 a TIM lançou com exclusividade no Brasil, e significava, assim como um aparelho móvel, status. E usavam-se nessa época o bass, uma tecnologia que fazia com que os emails corporativos fossem recebidos no blackberry em tempo real, fez com que essas pessoas começassem a ter anseios pela informação em tempo real no celular. Tem uma diferenciação quando se fala em tempo real versus online. Tempo real diferente de um email, que eu posso atrasar em um minuto, e justamente quando eu comecei a dizer que o mercado nacional doméstico precisava de informação em tempo real, quando a gente jogou isso para o blackberry significava que a informação não poderia demorar menos de 320 milesegundos, ou seja, num enter de uma redação da Agência Estado que ele falava, por exemplo, sobre o barril do petróleo, mandava um enter e em menos de 320 milesegundos estava em todos os blackberrys que tivessem esse conteúdo. Isso significava agilidade. O que significava para um usuário que hoje use um terminal e começa a migrar isso para um celular? Agilidade. Um furo de informação. Se antecipar aos outros quanto a informação. Quando a gente fala em mercado financeiro, o tempo está sempre contra a gente. Então ter a informação rápida e você tomar a decisão rápida, do it, conta muito.

 

 

 

newTV - Você me contou um caso de um ministro do governo que teve uma situação parecida e ele é assinante dos serviços.

 

newTV - Você me contou um caso de um ministro do governo que teve uma situação parecida e ele é assinante dos serviços.

 

Bolton – Na verdade foi um ministério completo, que logo depois que em 2006 a gente lançou essa primeira versão que trazia informações em tempo real, o governo tinha com a TIM um contrato com esse bass que era esse centralizador...

 

 

 

newTV - O que é esse bass?

 

newTV - O que é esse bass?

 

Bolton – O bass é um servidor que condensa os emails, os usuários, é basicamente um servidor de blackberrys.


 

newTV – Eu soube que o governo da França proibiu que os seus principais executivos usassem blackberry. Porque os servidores ficam nos Estados Unidos. Então por questão de segurança...


 

Bolton – É que realmente o bass faz isso. Em 2007 o Brasil trouxe uma outra versão que não precisava desses servidores, mas o que o Ministério fez? Falou: “Eu preciso de informação em tempo real, preciso que alguns desses meus usuários ‘hard users’ de informação em tempo real, recebam isso de qualquer lugar do mundo”. Quando a gente fala de mobilidade, a gente fala de algo que é fora do seu espaço e que também é atemporal. Então a informação de que se tratava do Brasil, dos Estados Unidos, de conjuntura macroeconômica, isso transpassa. Por isso eles pegaram esse blackberry com esse sistema iMóvel, que foi lançado e começaram a usar. Pensaram: “isso é bom, funciona”. Um exemplo foi que na própria Indonésia num desses eventos sobre o mercado, principalmente o mercado de exportação e importação, e eis que ele se valeu de uma informação que estava em tempo real no celular. Isso é bastante gratificante. Mas o blackberry, claro, é vindo para esse mercado, mas ao mesmo tempo nem todo mundo tem blackberry.

 

 

 

newTV – E aí?

 

newTV – E aí?

 

Bolton – Aí a gente tem que evoluir. E falar: “Legal, no sétimo dia a gente viu que tudo era bom, que realmente funcionava, era em tempo real, as informações eram recebidas. E a gente falou: “Bacana ser blackberry, vamos colocar então em celular. Por que não celular? Por que não smartphones? Já que a grande maioria da população usa celulares. Já que os grandes executivos ou as pessoas que são próximas para investir em mercado financeiro se valem de um smartphone. Então vamos usar isso. E, detalhe, não era 3G ainda. Então a gente fez uma versão mais simplificada para que funcionasse em smartphones. E aí eu coloco aquela máxima de que o menos é mais. Porque a gente está falando que o mercado antes era papel, então você lia as notícias, extraía essas notícias, aí depois disso foi para o terminal, do terminal a gente “escaneia” as informações, interpreta, e agora nós estamos falando que desse terminal foi para o celular. As informações que estão no celular são diferentes das informações que estão no terminal. A usabilidade do terminal é uma, eu uso mouse, em sua grande maioria, e teclado. E no celular eu tenho que digitar o mínimo possível. A não ser que eu seja um usuário twitter que goste de sofrer com essas poucas teclinhas, caso contrário, eu tenho que digitar o mínimo possível. Então quando a gente criou essa mudança, esse conceito de iMóvel, a gente trouxe essas facilidades: tem de ser algo fácil, rápido, e que mantivesse a premissa da informação em tempo real.

 

 

 

newTV – E hoje o usuário final que tem ações na Bolsa, como usa o seu serviço?

 

 

Bolton – Hoje ele, inclusive lançou até mais. Hoje ele assina um serviço desses, recebe informação em tempo real sobre Bolsa, informativos. Aquilo que eu estava justamente comentando, eu dei um enter na minha redação, isso aparece no meu celular, aparece no smartphone, ou seja, nesses 320 milesegundos. Só que ele ainda é passivo. E assim como os terminais, esses computadores começaram a ser ativos, ou seja, eu dava enter e mandava e fechava de qualquer lugar do mundo um negócio, assim como isso existia e existe até hoje, a gente jogou isso para o celular. Então como é hoje um usuário desses? É um usuário que necessita de informação em tempo real, precisa dessa informação com uma leitura específica para o seu aparelho, seu device e, principalmente, é aquele que necessita mandar uma ordem de compra e venda. Ou seja, ele é um cara ativo, que manda uma ordem do seu celular e essa ordem vai até uma corretora, porque é assim que funciona o mercado doméstico, e dessa corretora ele dispara para a Bolsa. Isso em questão de segundos. Em menos de um segundo isso vai para a Bolsa, e volta para o celular falando: “sua ordem foi executada” ou se você mandou sem quantidade de Petrobras colocada ao mercado, isso também é colocado na Bolsa de Valores.

 

 

 

newTV – E vocês já tiveram uma percepção do que mudou na prática no volume de negociações, na forma como as pessoas estão se relacionando com isso? Tem muita gente usando, tem gente comprando ações e vendendo com o celular? Tem como medir isso?

 

newTV – E vocês já tiveram uma percepção do que mudou na prática no volume de negociações, na forma como as pessoas estão se relacionando com isso? Tem muita gente usando, tem gente comprando ações e vendendo com o celular? Tem como medir isso?

 

Bolton – A gente consegue medir, sim. Não é uma fatia muito grande que faz isso, até porque depende de uma corretora ter esse serviço contratado, mas, por exemplo, receber a informação, a gente já tem vários usuários fazendo isso.

 

 

newTV – Então nesse momento eles estão com um pouco de dor de barriga, porque a Bolsa está caindo...

 

 

Bolton – Pois é. Está com 62 mil pontos, inclusive.

 

 

 

newTV – Quanto estava na semana passada?

 

newTV – Quanto estava na semana passada?

 

Bolton – Semana passada estava com 68 ou 67. E vamos dizer que do mês passado para cá, em 30 dias, ela despencou de 75 mil pontos para 62 mil pontos. É muito grande essa variação, essa oscilação de preços, quer dizer, a gente está falando de pontos. Mas imagine você que nessa dor de barriga, eu estou conversando com você, estou, por exemplo, comprado em algum tipo de ação que eu quero cair fora num preço justo, ou quero perder o mínimo possível. Porque quando a gente fala em mercado financeiro, nem sempre eu ganho, às vezes eu perco e tem que saber perder. E eu com o meu celular digo: “quando a ação chegar a tanto, vende e me avisa”. Isso eu não conseguiria fazer. Eu teria que dizer: “dá licença aqui um pouquinho, que eu vou digitar umas coisas e depois volto.” No celular eu não faço isso, eu venho um pouco antes, seleciono aqui e pum, e deixo aqui. Quando ele vibrar, eu já sei que ele vendeu. Olha que incrível. Ou seja, se está 62 mil pontos, bom seria colocar uma seguinte trava: se ele chegar a 61 mil pontos, antes de eu morrer do coração, ele me avisa. Então isso também é possível por causa da mobilidade.

 

 

 

newTV – Eu tenho algumas perguntas dos internautas. O Tommy pergunta: Rodrigo, o que vai acontecer com a internet móvel daqui para frente?

 

newTV – Eu tenho algumas perguntas dos internautas. O Tommy pergunta: Rodrigo, o que vai acontecer com a internet móvel daqui para frente?

 

 

Bolton – Quanto à internet móvel, isso não tem reversão. Você vê que o 3G está aí, você que 9 por cento dos usuários no Brasil versus 6 por cento nos Estados Unidos, são de internet móvel, ou seja, que teve um crescimento muito maior, que inclusive saiu primeiro que os Estados Unidos. Isso não sou eu que estou dizendo, o próprio IDC diz isso, e disse muito bem no começo de junho. É irreversível. Essa é a grande verdade. Qualquer tipo de solução que você use, mobilidade, e você usa especificamente, porque o notebook é móvel. Então quando a gente fala em mobilidade, internet móvel, eu estou dizendo especificamente para celular, é irreversível. Não vão ter sistemas que não usem isso.

 

Bolton – Quanto à internet móvel, isso não tem reversão. Você vê que o 3G está aí, você que 9 por cento dos usuários no Brasil versus 6 por cento nos Estados Unidos, são de internet móvel, ou seja, que teve um crescimento muito maior, que inclusive saiu primeiro que os Estados Unidos. Isso não sou eu que estou dizendo, o próprio IDC diz isso, e disse muito bem no começo de junho. É irreversível. Essa é a grande verdade. Qualquer tipo de solução que você use, mobilidade, e você usa especificamente, porque o notebook é móvel. Então quando a gente fala em mobilidade, internet móvel, eu estou dizendo especificamente para celular, é irreversível. Não vão ter sistemas que não usem isso.

 

 

newTV – E o que vocês estão prevendo de serviços no futuro, com 3G, com velocidade, com vídeo? O que você acha que vem por aí num terminal móvel?

 

newTV – E o que vocês estão prevendo de serviços no futuro, com 3G, com velocidade, com vídeo? O que você acha que vem por aí num terminal móvel?

 

 

Bolton – Primeiro porque os terminais móveis estão chegando numa boa convergência. Às vezes eu fico chateado porque eu vejo um aparelho que tem TV e eu consigo assistir em qualquer lugar da cidade e os outros aparelhos não têm. Ok, mas esse aqui eu tenho multi-touch, show de bola, mas não tem como trocar informação com outro. Enfim, estou vendo que esse mercado tem cada vez mais convergência e isso é muito bom porque a multimídia – e é exatamente dessa maneira que o celular hoje deve ser usado e não só texto – é o principal fator para você consumir conteúdo. Você vê, por exemplo, os downloads, que são ringtones, acessos de rádios online, downloads de fotos, posts de MMS, ou seja, estamos falando de multimídia. Isso já é uma primeira tendência, dizendo: “celulares e conteúdos vão ser alterados.” A segunda é usabilidade: quanto menos eu teclar, melhor. Então eu estou vendo esses dois caminhos que a gente tem de mobilidade.

 

Bolton – Primeiro porque os terminais móveis estão chegando numa boa convergência. Às vezes eu fico chateado porque eu vejo um aparelho que tem TV e eu consigo assistir em qualquer lugar da cidade e os outros aparelhos não têm. Ok, mas esse aqui eu tenho multi-touch, show de bola, mas não tem como trocar informação com outro. Enfim, estou vendo que esse mercado tem cada vez mais convergência e isso é muito bom porque a multimídia – e é exatamente dessa maneira que o celular hoje deve ser usado e não só texto – é o principal fator para você consumir conteúdo. Você vê, por exemplo, os downloads, que são ringtones, acessos de rádios online, downloads de fotos, posts de MMS, ou seja, estamos falando de multimídia. Isso já é uma primeira tendência, dizendo: “celulares e conteúdos vão ser alterados.” A segunda é usabilidade: quanto menos eu teclar, melhor. Então eu estou vendo esses dois caminhos que a gente tem de mobilidade.

 

 

newTV – E já tem uma solução para o iPhone?

 

newTV – E já tem uma solução para o iPhone?

 

Bolton – Ainda não. Mas a idéia é que tenha, porque a maneira de ser tocado, ou seja, ter multi-touch, diferente de ter um touch que é ou clico aqui, ou aqui. O multi-touch me possibilita diminuir, rodar, ou seja, interagir no conteúdo, é uma outra tendência dos smartphones no futuro e é claro que a gente tem que fazer. Agora, ainda falando em conteúdo, o que mais a gente fez? Como é que você consegue colocar mais ou menos mais num SMS. SMS tem 140 toques. Eu preciso falar uma informação relevante que anteontem eu lia num jornal de uma página, formato A3. Ontem isso diminuiu um pouco e virou um computador. Hoje, com 140 toques eu tenho que falar uma informação relevante. Isso a gente faz muito bem e tem que ser feito dessa forma. Conteúdo de SMS nós temos uma excelente editoria para isso.

 

 

newTV – Quem está nos assistindo agora, que já tem ações – porque o brasileiro também começou agora a vender ações, antigamente era difícil e hoje, de alguma forma, está sendo simplificado esse processo – quem quer utilizar esse serviço, o que precisa fazer?

 

 

Bolton – Hoje ele entra em contato, ou entra no nosso site, via http://aeinvestimentos.com.br. Lá tem uma cartilha, desde quais são os melhores produtos, “ah, eu tenho um celular, eu ligo para a Agência Estado, ele recebe esse aplicativo...”

 

 

 

newTV – Se paga por isso?

 

newTV – Se paga por isso?

 

Bolton – Se paga. É um valor bem pequeno, na faixa de 22 reais, mais ou menos.

 

 

 

newTV – E o tráfego gerado, por exemplo, de SMS entre você e o usuário, é pago?

 

newTV – E o tráfego gerado, por exemplo, de SMS entre você e o usuário, é pago?

 

Bolton – Isso é pago pelo usuário. Quando se vai fazer um produto desse tem todo um direcionamento, do tipo: Que tipo de plano você tem? Que tipo de aparelho você tem? Se realmente vale a pena você ter essa solução, porque ela custa em torno de 22 reais e recebe cotação da Bovespa em tempo real. Bacana, mas você realmente precisa disso? “Realmente eu preciso disso, porque eu vou operar.” Aí sim você é usuário para isso. O detalhe é que a gente não usa SMS. A gente usa informação em tempo real mesmo. SMS tem um atraso e qualquer tipo de atraso que eu tenha no mercado financeiro, eu estou fora dele. Um segundo de atraso que eu tenha, estou fora dele.

 

 

 

newTV – Como manter isso atualizado?

 

newTV – Como manter isso atualizado?

 

Bolton – A gente desenvolveu uma tecnologia para isso, de tal forma que eu tenho um client aqui e esse client me direciona e me traz realmente aquilo que eu preciso receber. Isso é o menos por mais.

 

 

 

newTV – Isso é um traço do GPRS?

 

newTV – Isso é um traço do GPRS?

 

Bolton – Exatamente. Ou GSM. E agora com 3G então, isso aqui voa, ou seja, eu consigo colocar mais informação nesse aparelhinho, sempre pensando mais informação, mais uma informação sempre referente ao celular.

 

 

 

newTV – Você me mostrou também um vídeo. Você já tem esse serviço disponível em alguns lugares. Vamos ver?

 

newTV – Você me mostrou também um vídeo. Você já tem esse serviço disponível em alguns lugares. Vamos ver?

 

 

Vídeo: Olá, a Bolsa de Valores de São Paulo abriu a quarta-feira em alta, mas reverteu o sinal ainda pela manhã. Os investidores estão de olho no desempenho das bolsas nos Estados Unidos, que tentam recuperar as perdas recentes. Porém, dados negativos sobre o mercado de trabalho devem influenciar negativamente os investidores. A pesquisa ADP

Vídeo: National Employment Report mostrou que em junho foram cortadas 79 mil vagas de trabalho no setor privado nos Estados Unidos. É o maior número desde novembro de 2002. O relatório antecede os dados de postos de trabalho em junho, que serão divulgados amanhã, por conta do feriado do dia da independência americana, no dia 4 de julho. Neste cenário, por volta do meio-dia, o índice Bovespa caía 0,46 por cento, para os 73 mil e 104 pontos. No mesmo horário, o dólar comercial tinha queda de 0,5 por cento...

 

 

 

Bolton – Se você prestou bem atenção, a gente está falando de um conteúdo de, no máximo, um minuto, porque eu estou falando de um aparelho móvel, e num aparelho móvel eu não tenho paciência para ficar andando, se não eu posso ser até atropelado. Enfim, algo pode acontecer. Então essa informação tem que ter menos de um minuto e ser uma informação relevante. Ela está dizendo ali, por exemplo, que esse mercado doméstico está sendo afetado, principalmente, por um feriado na sexta-feira e por alguns indicadores que afetam não só os Estados Unidos, mas também o Brasil. Se eu tenho essa informação ali no meu celular e eu estou tomando alguma decisão que não seja o mercado financeiro, seja algo que eu queira financiar, comprar um carro... Será que esse é o melhor momento?

 

Bolton – Se você prestou bem atenção, a gente está falando de um conteúdo de, no máximo, um minuto, porque eu estou falando de um aparelho móvel, e num aparelho móvel eu não tenho paciência para ficar andando, se não eu posso ser até atropelado. Enfim, algo pode acontecer. Então essa informação tem que ter menos de um minuto e ser uma informação relevante. Ela está dizendo ali, por exemplo, que esse mercado doméstico está sendo afetado, principalmente, por um feriado na sexta-feira e por alguns indicadores que afetam não só os Estados Unidos, mas também o Brasil. Se eu tenho essa informação ali no meu celular e eu estou tomando alguma decisão que não seja o mercado financeiro, seja algo que eu queira financiar, comprar um carro... Será que esse é o melhor momento?

 

 

newTV – Vocês já pensaram em trabalhar conteúdos para educação financeira? Vocês têm algum serviço?

 

newTV – Vocês já pensaram em trabalhar conteúdos para educação financeira? Vocês têm algum serviço?

 

Bolton - Hoje nós temos no próprio site aeinvestimentos que é esse site 2.0, justamente com vários weeks, para que os usuários consigam dizer: “eu acredito que vi uma cotação e acho que a Petrobrás vai explodir”. Explodir no sentido de que vai subir. Ou então, essa aqui vai levar ferro, ou seja, vai cair. Hoje eles fazer isso, e é uma educação financeira, você não aprende na escola, tem que aprender de alguma maneira. Mas de alguma maneira, quem? Eu vir falar sobre isso? Não. Tem que ser de uma fonte confiável, profissionais, pessoas que vivem disso e que saibam o que estão dizendo e, principalmente, que seja até mesmo falando-se em comunidades, em weeks, que sejam coisas relevantes e verdadeiras. Veja que quando a gente falou em mercado financeiro, isso talvez seja mais problemático porque quando você lança um boato, esse boato pode derrubar uma empresa, ou pode fazer isso alavancar uma ação...

 

 

 

newTV – Na velocidade do celular.

 

newTV – Na velocidade do celular.

 

Bolton – Então imagina que você está móvel. Então um passando para o outro isso aqui via SMS, ou via tweeter mesmo, dizendo: “isso aqui vai cair” e isso espalha. Quer dizer, que fundamento tem? E o mercado financeiro é muito propício a ter isso. Ou seja, a gente está falando de mobilidade, mas eu acredito que quando a gente olha o mercado financeiro, quando a gente vê conteúdo versus mobilidade - e mobilidade sempre leia-se celular, não estou falando de notebook -, o negócio é pesado.

 

 

 

newTV – A escala é alta, a velocidade é tremenda.

 

newTV – A escala é alta, a velocidade é tremenda.

 

Bolton - E veja que nós estamos falando de 8 por cento no Brasil e esses 8 por cento vão crescer muito rapidamente. Compra-se mais celular do que efetivamente televisão.

 

 

 


newTV – Nós estamos falando de 80 por cento da população que usa pré-pago e que não tem condições de usar a Bolsa, enfim, tem várias características. Você imagina como o cenário daqui a dois anos?

 

newTV – Nós estamos falando de 80 por cento da população que usa pré-pago e que não tem condições de usar a Bolsa, enfim, tem várias características. Você imagina como o cenário daqui a dois anos?

 

 

Bolton – Referente a pré-pago, você está dizendo?

 

Bolton – Referente a pré-pago, você está dizendo?

 

 

newTV – A possibilidade de as pessoas terem uma educação financeira e utilizarem mais os serviços de Bolsa de Valores, etc. Ou seja, que essa oportunidade chegue a outras esferas da população. Oportunidade de poder sair de uma poupança, comprar uma ação e essa ação tem uma rentabilidade melhor do que uma caderneta de poupança, a gente sabe que é uma brincadeira comparado ao que pode dar, tem um risco, mas enfim, como você enxerga isso daqui a dois anos?

 

newTV – A possibilidade de as pessoas terem uma educação financeira e utilizarem mais os serviços de Bolsa de Valores, etc. Ou seja, que essa oportunidade chegue a outras esferas da população. Oportunidade de poder sair de uma poupança, comprar uma ação e essa ação tem uma rentabilidade melhor do que uma caderneta de poupança, a gente sabe que é uma brincadeira comparado ao que pode dar, tem um risco, mas enfim, como você enxerga isso daqui a dois anos?

 

 

Bolton – Dois anos é um tempo muito pequeno, vista até a própria Bovespa, que faz um trabalho já há uns 6 anos, trazendo essa massa de pessoa física. “Invista na Bolsa. Entre nesse mercado.” E mesmo assim nós estamos falando de 32 por cento de pessoas que investem, pessoas físicas. Do total de 100 por cento que opera nesse mercado, 32 por cento se refere à pessoa física.

 

Bolton – Dois anos é um tempo muito pequeno, vista até a própria Bovespa, que faz um trabalho já há uns 6 anos, trazendo essa massa de pessoa física. “Invista na Bolsa. Entre nesse mercado.” E mesmo assim nós estamos falando de 32 por cento de pessoas que investem, pessoas físicas. Do total de 100 por cento que opera nesse mercado, 32 por cento se refere à pessoa física.

 

 

newTV – Isso dois anos atrás era muito menos.

 

newTV – Isso dois anos atrás era muito menos.

 

Bolton – Era um pouco menos, mas também não era tão grande assim esse crescimento. Esse crescimento teve ao longo desses 6 anos num trabalho árduo.

 

 

 

newTV – Por conta da internet...

 

newTV – Por conta da internet...

 

Bolton – Internet, a estabilização da economia, os rumores, “eumores” do mercado internacional. Quer dizer, tinha um contexto todo bem montado. E avanço também da própria tecnologia, não só internet, mas tecnologia de computadores, acesso a mais internet em casa, a mais venda de computadores, isso tudo propicia um cenário bom. E dois anos é muito pouco pra isso continuar acontecendo.

 

 

 

newTV – Então vamos lá. 5 anos.

 

newTV – Então vamos lá. 5 anos.

 

Bolton – Cinco anos eu teria que arriscar. Eu vejo só por internet de tendência. A tendência é que quem hoje usa o pós-pago tenha mais anseio de querer pegar informação, ser assíduo por informação. Se há 5 anos – a gente está falando dos próximos 5 anos – as informações começam a migrar, ou seja, menos é melhor, digo mais do que isso, é ter uma informação sucinta no seu celular, que tenha que digitar o mínimo possível, eu faço com que essas pessoas que já têm uma resistência natural em digitar comecem a consumir informação. Consumindo informação, sendo mais capacitado, porque a questão não é só consumir informação, é sempre o porquê. E esse porquê é o que você sempre tem que interpretar. No momento em que eu estou interpretando eu falo: “legal, eu estou propício”. Se tudo isso ocorrer, e a tendência é que ocorra sim nesses cinco anos, eu acredito que a gente tenha uma inclusão digital maior e, principalmente, uma inclusão dentro de uma Bolsa de Valores doméstica. Nisso eu acredito. Agora se eu te disser que isso é 10, 20, 30 por cento, eu estaria arriscando demais.

 

 

 

newTV – Gostaria de falar mais alguma coisa?

 

newTV – Gostaria de falar mais alguma coisa?

 

Bolton – Eu comentei muito rapidamente sobre a questão de padrões, que celular não é a mesma coisa na parte de conteúdo e usabilidade que um notebook, que um desktop. A Agência percebeu isso e ela muda, claro, o grupo também percebe isso e se modifica, mas são duas coisas complementares. Nunca vamos dizer o seguinte: “o computador vai deixar de existir e vai existir só o móvel. Isso não é verdade. A história mostra que desde o rádio até o smartphone em 3G isso não mudou e não vai ser hoje que vai mudar. São coisas complementares, a usabilidade e quando eu digo usabilidade é como eu manipulo esse aparelho. E, principalmente o consumo, mas eu queria que, acima de tudo, a cultura. A cultura brasileira é uma, a americana é outra, a cultura daqui a 5 anos dessas pessoas que estão nos assistindo hoje, é outra. E a gente tem que entender essas culturas e essas mudanças de comportamento. Não adianta você fazer uma solução que sirva para todos. Nunca vai ter uma solução que sirva para todos, vão ter soluções segmentadas.

 

 

 

newTV – Quantos clientes vocês têm hoje?

 

newTV – Quantos clientes vocês têm hoje?

 

Bolton – De mobilidade? Eu diria que está entre 1500.

 

 

 

newTV – De pessoas que assinam esse serviço.

 

newTV – De pessoas que assinam esse serviço.

 

Bolton – Mais ou menos isso. Que é um número grande, um número respeitado por se falar em celular.

 

 

 

newTV – Mas é muito pouco comparado com o tamanho do Brasil.

 

newTV – Mas é muito pouco comparado com o tamanho do Brasil.

 

Bolton – Muito pouco, claro. A gente está falando de 798 mil pessoas potenciais para isso.

 

 

 

newTV – Falando que já tem 300 mil iPhones instalados.

 

newTV – Falando que já tem 300 mil iPhones instalados.

 

Bolton – Bastante, né? Imagina quando isso entrar de verdade aqui o quanto não vai ter. Também é outro potencial.

 

 

 

newTV – Aqui tem mais uma pergunta: primeiro o Tommy que pergunta o que você acha da tecnologia 3G no Brasil, pois sabemos que a maioria dos usuários não está satisfeita como serviço. E a Drina: você acha que o Brasil pode acompanhar esse crescimento da tecnologia?

 

newTV – Aqui tem mais uma pergunta: primeiro o Tommy que pergunta o que você acha da tecnologia 3G no Brasil, pois sabemos que a maioria dos usuários não está satisfeita como serviço. E a Drina: você acha que o Brasil pode acompanhar esse crescimento da tecnologia?

 

Bolton – Eu não acho, mas eu leio, eu vejo e isso está chapado todos os dias nos jornais e imprensa em geral, que sim. Está tendo essa evolução. Para ser bem preciso, o IDC quando lançou dizendo “o Brasil tem percentualmente mais pessoas que usam tecnologia móvel, ou seja, internet móvel, passou os Estados Unidos”. Então quer dizer, se isso passou, se as pessoas consomem mais celular, eu arrisco que sim. Tem muita gente que gosta disso, afinal de contas, quantas vezes você não troca de celular? E durante a sua vida você vai ter trocado milhões de celulares. Isso são fatos que a gente interpreta e diz: “claro, a gente vai crescer, não tenha dúvida.”

 

 

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